A APEX-Brasil (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos) trabalha para promover a exportação de bens e serviços e a imagem do Brasil no exterior. É responsável pela coordenação da política de promoção comercial do Governo Brasileiro.
Em parceria com organizações públicas e privadas, a APEX-Brasil trabalha para estimular as exportações de produtos e serviços e diversificar os países com os quais o Brasil mantém intercâmbio comercial. Por meio dos projetos de promoção das exportações desenvolvidos pela Agência e seus parceiros, as empresas se beneficiam de ações que vão da capacitação gerencial e adequação às exigências internacionais à produção de materiais promocionais e participação em eventos internacionais realizados em vários pontos do mundo.
PROJETOS
A APEX-Brasil atua por meio de Projetos Setoriais Integrados (PSI) elaborados e desenvolvidos em conjunto com entidades representativas de 60 setores da economia. Os PSI têm abrangência nacional e são abertos à participação de qualquer empresa interessada, independente do seu porte ou localização. Nos projetos, a Agência e as entidades discutem metas para o incremento das vendas externas, bem como aumento no número de empresas participantes – levando em conta pesquisas de mercado – e desenham estratégias adequadas às necessidades de cada setor.
INTELIGÊNCIA COMERCIAL
Transformar informações em oportunidades de negócios para os exportadores brasileiros.
Uma importante ferramenta da APEX-Brasil para dar sustentação ao planejamento de suas ações e atividades, bem como aos projetos setoriais, é o trabalho de Inteligência Comercial. A Agência dispõe de instrumentos e de uma equipe apta à realização de pesquisas de mercado e, complementarmente, contratação de serviços de consultoria internacionais. Assim, é possível levantar informações sobre concorrentes e clientes potenciais das empresas brasileiras, estrutura de mercado, logística de transporte e distribuição, além dos principais desafios e tendências, entre outros dados.
A Agência já tem mais de 180 estudos detalhados sobre mercados de 52 países e um cadastro de 1,7 milhão de empresas exportadoras de 150 países.
O objetivo deste trabalho é ter:
- Maior objetividade nas ações de promoção de exportações
- Aumento das possibilidades de sucesso para os exportadores
- Agilidade na tomada de decisões estratégicas
- Economia de recursos para os setores público e privado
EVENTOS INTERNACIONAIS
Um ponto essencial no trabalho de promoção comercial executado pela Agência são os eventos internacionais. De 2003 a 2005, a Agência viabilizou a participação de empresários brasileiros em cerca de 1.500 eventos entre feiras, missões comerciais e rodadas de negócios no exterior. Com isso, pelo menos a cada dia do ano um grupo de empresas brasileiras representou o país em algum ponto do mundo.
Para que o consumidor final conheça os produtos fabricados no Brasil, que vão dos conhecidos biquínis a móveis sofisticados, passando pelos sucos de frutas, jóias, cosméticos e milhares de outros itens, a APEX-Brasil realiza temporadas brasileiras em grandes redes de lojas de departamento. Os produtos nacionais já fizeram parte de promoções comerciais na inglesa Selfridges, nas francesas Printemps e Galeria Lafayette e na mexicana Palácio de Hierro. Também são alvos de atividades promocionais as cadeias de supermercado, como a Shangai Sugar Cigarette & Wine na China e as multinacionais Casino e Carrefour.
Outro ponto fundamental do trabalho realizado pela APEX-Brasil no apoio a empresas exportadoras é a promoção de visitas ao Brasil de compradores internacionais e de jornalistas e formadores de opinião considerados relevantes para os setores.
CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO
Dentro da política nacional de promoção das exportações, a APEX-Brasil abre Centros de Distribuição de produtos brasileiros em vários países. Já está em funcionamento o CD de Miami e em 2006 serão instalados os CDs de Portugal, Alemanha, Polônia e Emirados Árabes, este último passando por uma reestruturação.
Em cada um dos CDs, há espaço para depósito de mercadorias, showroom de produtos, escritórios e salas de reuniões. Os Centros são utilizados por empresas exportadoras brasileiras, previamente selecionadas, com o intuito de:
- Reduzir a distância entre exportadores e seus clientes no exterior
- Atender à dinâmica da demanda local (estoques)
- Apoiar atividades e ações focadas nos canais de distribuição
- Garantir acesso a mercados regionais
Arranjos Produtivos Locais
A APEX-Brasil apóia empresas localizadas em APLs e que têm estrutura para exportar, possibilitando a participação em feiras internacionais, missões comerciais e rodadas de negócios. Além disso, as empresas localizadas em APLs podem se beneficiar de outras ações promovidas pela Agência, como da vinda de compradores internacionais ao país.
Em parceria com entidades de classe e governamentais, a Agência atua em 76 APLs que englobam diversos setores em 19 estados da Federação.
A APEX-Brasil é um serviço social autônomo,
ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
O Projeto Foundry Brazil
A Associação Brasileira de Fundição (ABIFA) e a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil) firmaram, em setembro, convênio para alavancar as exportações do setor. Com um investimento de R$ 1,472 milhões, o setor privado e o Governo Federal esperam exportar US$ 1,2 bilhão em peças fundidas em ferro, aço e ligas não-ferrosas em 2006. Além destas metas, o projeto prevê a conquista de novos mercados, o aumento do número de empresas participantes e a geração de 3.200 empregos diretos e 8.800 indiretos.
Entre as atividades previstas para promover e consolidar a presença deste setor no exterior está a marca Foundry Brazil que identificará os produtos brasileiros.
Também faz parte do projeto a participação em eventos internacionais, como aconteceu na MIDEST 2005, realizada em novembro na França. Seis empresas brasileiras, que participam do projeto Foundry Brazil, estiveram no evento. Lá puderam fazer contatos e prospectar novos negócios, com expectativa de geração de US$ 5 milhões decorrentes desses contatos.
Para 2006 está prevista, ainda, a realização de rodadas de negócios com importadores estrangeiros e empresas brasileiras. Outra ação importante é a vinda de jornalistas estrangeiros especializados, que conhecerão pessoalmente o setor e seus produtos. A primeira visita aconteceu durante a FENAF 2005.
O projeto determina também atividades como a adequação das empresas a parâmetros internacionais, implantação de um centro informativo sobre o setor, realização de cursos empresariais e estudos para atualização de dados setoriais, elaboração de material promocional e website. Uma empresa especializada está sendo contratada para realizar um estudo de prospecção do mercado internacional, com informações básicas de mercado, negócios, oportunidades para o setor, indicadores macro-econômicos e outros dados complementares.
Setenta e oito empresas participam desta primeira fase do projeto. Ao longo de 2006 serão realizadas ações para que outras empresas que exportam eventualmente, ou que nunca exportaram, ingressem no projeto totalizando 100 empresas. Quanto aos destinos das exportações, atualmente os principais são os Estados Unidos (70%), Europa (Alemanha, Itália França e Suécia) e Mercosul. Alguns novos mercados-alvo serão inseridos como a Ásia.
A principal característica do setor de fundição no Brasil é o uso intensivo de mão-de-obra e a utilização de matérias-primas nacionais, o que demonstra a independência em relação ao fornecimento do mercado externo. Com exportações crescentes e basicamente inexistência de importação, o setor contribui para que a balança comercial brasileira atinja resultados positivos: em 2005 as vendas externas ultrapassaram US$ 1 bilhão.
Segundo o presidente da APEX-Brasil, Juan Quirós, o Brasil deve aproveitar seu potencial produtivo e promover a inserção dos produtos da indústria de fundição em outros mercados. “O Brasil é o 9º produtor de fundidos do mundo, ficando à frente de países como a Espanha e a Coréia. Nossa grande produção deve inspirar a ocupação de um importante posto de exportador”. *
Já o presidente da ABIFA, Luiz Carlos Koch, ressalta “a necessidade de investimentos para melhorar a posição do Brasil no cenário mundial e firmar-se como um exportador natural”. O convênio entre a entidade e a APEX-Brasil tem relação direta com esta lacuna, pois apoiará um grupo de pequenas e médias empresas a se lançar e a se manter no exterior.
* Segundo dados divulgados pela Revista Modern Casting o Brasil passou a ocupar a 7ª colocação no ranking dos maiores produtores de fundidos do mundo.